Faz muito
tempo que não escrevo e hoje decidi voltar a escrever. É a solidão que me impele
muitas das vezes. Mas não a solidão de estar só e sim, a solidão de não ser
compreendido que muitos conhecem. E quem
conhece sabe que essa solidão vai nos alinhando sem que percebamos a um isolamento de comunicação, o que acaba
nos levando , então, ao outro tipo de solidão.
Não ser
compreendido por praticamente ninguém faz parecer em algum momento de avaliação interna que
estamos cem por cento errados, mas em nosso íntimo lutamos para que as nossas ideias
não morram porque elas nos constituem, o imenso prédio do nosso ser se prende àqueles
aparatos. A base do prédio é constituída pelo que acreditamos.
Em constante
acusação, o adolescente aparenta ser aquele que mais se utiliza da expressão “
ninguém me entende”, mas não é o único, não é a única etapa da vida em que nos
sentimos assim. É que a famosa dê e recebereis não vale o mesmo para entenda o lado do outro que você será
compreendido.
Em meio a 7
bilhões e meio de pessoas no mundo, eu recuo 1 milímetro a mais
nessa solidão para recolher-me em reflexão, é que hoje outro mundo me chama, são
outros habitantes e outros monumentos que coabitam dentro de mim.
Pérola Priz
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