Olhos nos olhos
E todo mundo
Abarcado em
Você
De todo estremecer
As veias e as carnes
E permitir ver-se
Nos olhos do outro
Desfalecido de entrega
Os códigos da terra
E os mistérios do mundo
Desvendados em série
A cada vez que se entreolham
Acrescenta-se a queda de dois
metros
Sentida pelo estômago
Na ansiedade de roubar um
beijo
Imaginado por dias e noites
seguidos
Aquecido numa imaginação
juvenil
De amor incontido e subversivo
Por insistência de querer ser
eterno
E intranqüilo numa eterna
flama que
Incendeia
Os jovens são loucos
E morrem de amor
Todos os dias
Pérola Priz