sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gigante

Era menina e não sabia amar
Mas era dócil como a brisa
E todos sabiam quem ela era
Pelo seu terno jeito de andar

E era suave a sua voz
Que o mundo inteiro
n’ela descansava
E no embalo do seu colo
dormia-se em paz

E todos nós sabemos como era
Capaz de abraçar o mundo inteiro
E fazer cócegas em nossos pés
Dona das linhas do destino e da canção
As melhores histórias vinham
Em primeira mão

E de abrandarmos tudo
Em seu olhar
O melhor gosto era
em vê-la chegar


E nos seus gestos tão pequenos
Mas tão grandes
Era ínfima pro mundo
Mas não pra nós

No nosso coração dormia gigante
Porque só quem se apequena
Entende
A infinitude e a grandeza
dos pequenos atos


Pérola Priz

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