Desde que me assaltasse alma
Esse meu lado que me transtorna
E se todos tiverem um lado indevido
Um desvio de obra de construção
Esse erro que entorta um prédio
Que nos tira dos eixos da via de mão
Me tranquilizo no dessabor da dúvida
Por medo de ser única em contramão
E só esperamos que tudo passe depressa
Pois nos desgostamos pelo que sentimos
Nos dias que sem sobreaviso entortamos
As dores e os medos do coração perene
Não há cálculos que nos posicionem
Tampouco a química dos laboratórios
É no invisível que deixamos de confiar
É n’ele o céu da vida e a busca dos desgastados
De uma longa busca que parece sem fim
Pérola Priz
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