Afeto é de graça
É dado, fortuito
Afeto é por carinho
Recebido em paz
Semeado no vento
Afeto é afeto por si
E não há montanha
que o compre
Não se confunda
Com um colar de
diamante
Afeto é sozinho, é carinho
Por ele dono de si só
E por quem confundiu tal sentimento
pisoteando as palavras por momento
Por ti e por teus preceitos, lamento
Lamento....
O meu afeto é de carinho
E não moeda de troca
À pessoas confusas no tratamento
Afeto eu dou
É de graça
Pra quem merecer
Meu coração
Pérola Priz
Compartilho aqui uma das grandes paixões da minha vida: escrever! São poemas, crônicas e outros textos, todos de minha autoria!
terça-feira, 17 de abril de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Tortuoso
Os sorrisos eram meio sorrisos
As bocas eram meio caretas
Os dentes todos cerrados
Na falta de contentamento
Não havia palavra correta e atitude certeira
Que lavasse a alma daquela sujeira
Corrente, contínua e incrustada
Das palavras sórdidas e incessantes
De bocas que pronunciavam injustiças
E simbolizavam perseguição e ordinariedade
E não havia meio de sair sorrateiramente
Que o trabalho exigia presença e mente
Fazíamo-nos de pobres insolentes
Pois não era possível digladiar com a torrente
Manancial imundo que não secava
Os sorrisos eram meio caretas
os dentes eram cerrados
As bocas todas quietas
As mentes em polvorosa
Não havia alma limpa que subjugada
não se corrompesse ao desafeto
E não havia trabalhador guerreiro
Que não esperasse ansiosamente
O momento do ajuste de contas
Pérola Priz
Na calada
E se estivesse perdido?
E se não visse nada através?
E se tivesse virado a noite
desnorteado e com fome?
E se ao invés de homem
fosse criança?
E se pela estrada adentro
nunca mais se encontrasse?
E se amanhã fosse como ontem?
O mesmo de hoje
O mesmo de sempre
O que eu faria por ele?
O que fariam por nós?
O que seria da sombra
na rua do beco escuro,
caso não houvesse amor
e boa vontade desperta
no peito de quem acolheu?
Pérola Priz
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