segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Na calada

E se estivesse perdido?
E se não visse nada através?
E se tivesse virado a noite
desnorteado e com fome?

E se ao invés de homem
fosse criança?
E se pela estrada adentro
nunca mais se encontrasse?

E se amanhã fosse como ontem?
O mesmo de hoje
O mesmo de sempre
O que eu faria por ele?
O que fariam por nós?
O que seria da sombra
na rua do beco escuro,
caso não houvesse amor
e boa vontade desperta
no peito de quem acolheu?


Pérola Priz


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