segunda-feira, 11 de julho de 2016

Brasa

Deixei ali meu coração exposto
Tirei-o ali sem nenhum receio
Mal eu sabia 
Que queimaria em brasa
Deixando cinzas que não se abrandam

Deixei na minha mão
Um coração
Era risco certo
Por que fazia?
Queimaria mãos 
E consciência
Temeria o chão 
E a resposta
Entregando de bandeja 
tudo o que me valia
Sem esperar do outro
Nada em troca

Mas era louco 
esse sentimento
Não tinha perspectiva alguma 
Era impulsivo
As palavras pularam desordenadas
E o peito saltava a olhos vistos

Eu disse o que devia
E não temia!
Ai!
E disse o que  devia
e não podia!
E meus olhos ansiavam
Por beijos e entrega
Meus olhos se deleitavam
Em realidade e delírio puro

Mas o que veio em resposta
Eu mal podia esperar
Nenhum sim
Nenhum não
Nem mesmo jamais

Veio o susto!
Silêncio e olhares demorados
Veio fuga!

Mais uma vez o mistério
Dos teus olhos e da tua boca
Esconderam tudo e nada
Num só ato
Deixando o coração em brasa
E a mente atordoada
Tudo queimando de uma só vez


Pérola Priz






Nenhum comentário:

Postar um comentário