Cartelas de remédios jogadas por aí. Loucura e
sanidade num só cômodo. Como Sônia saberia o limite, a linha tênue entre a
loucura e a lucidez? Andava de um canto pro outro lendo bulas e confabulando
teorias sobre possíveis doenças as quase jamais teria. Pareceria loucura se pra
ela não fosse absolutamente normal.
Saída dali, abriria as cortinas para o sol entrar,
vestiria sua roupa do dia-a -dia e adentraria no mundo com sua magnífica
normalidade.
Falaria de forma habitual e tão somente normal como
sempre fala com as pessoas pelas quais passa, tomaria seu café das cinco, daria
boa noite ao porteiro e tudo o que sempre costuma fazer aparentando e de fato
vivendo sua normalidade.
E quantas dessas pessoas há no mundo?
Afinal de contas, nos parece que o normal é ser louco
em alguma medida e que loucura mesmo é ser normal.
Quanta insensatez há na normalidade, e quanta
normalidade há na loucura?
Pérola Priz
Difícil distinção entre a sensatez e a loucura, já que a vida é mesmo, por vezes, um novelo embaraçado...
ResponderExcluirAbç, Priz.
Tens razão, Moacir, está tudo junto fazendo esta composição.
ExcluirE é preciso mantermos os olhos abertos para não transpassar a linha da loucura para não nos entregarmos totalmente a ela e por vezes manter apenas um olho aberto para não nos incomodarmos tanto com as loucuras dos outros, não é mesmo? Afinal de contas também temos as nossas.
Outro abraço para você! :)
Adorei! Amo refletir sobre a loucura.. Nunca chego a conclusão se somos todos loucos ou se a loucura é tão normal a ponto de sermos todos normais.
ResponderExcluirBeijo!!
http://miopesanonimos.com/
Ótima reflexão, Alice Gonçalves! É isso mesmo que eu penso, temos todos alguma parcela de loucura que nos torna tão comuns quanto diferentes uns dos outros.
ExcluirBeijo ! :*